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 A internacionalização do porfolio de negócios e o desenvolvimento da operação fluvial são duas das apostas estratégicas do Grupo ETE, as quais estiveram, no passado dia 9 de Dezembro, em foco na celebração do seu 80.º aniversário, numa cerimónia que contou com o apoio de organização da CATCH e que decorreu nos estaleiros da Naval Rocha e que contou com a presença do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e da Ministra do Mar, Ana Paula Vitorino.

Segundo Luís Nagy, CEO do GRUPO ETE, ‘inaugurámos a nona década de vida do Grupo ETE com uma forte aposta na internacionalização da nossa operação, a qual tem estado a crescer e que esperamos, daqui a 5 anos, represente 30-40% do nosso volume de negócios, contra os atuais cerca de 10%. Estamos especialmente focados em mercados onde podemos levar valor, explorando áreas onde detemos grande experiência e conhecimento, como é o caso da operação fluvial.’

Aposta na operação fluvial é uma resposta aos desafios ambientais

Os desafios ambientas obrigam hoje a oferecer soluções integradas de transporte de mercadorias mais amigas do ambiente. O transporte fluvial, atividade que o Grupo ETE lidera a nível ibérico e onde identifica elevado potencial de crescimento, tem na componente ambiental um dos seus principais argumentos.
Para Luís Nagy, ‘sendo o Grupo ETE  o único operador a movimentar em Portugal cargas entre navios e barcaças, temos a obrigação de contribuir para o desenvolvimento do transporte fluvial de mercadorias e de alertar os decisores para a relevância estratégica da aposta neste modo de transporte, nomeadamente a nível ambiental.’
As emissões de CO2 e de NOX por tonelada movimentada por via fluvial representam cerca de 10% das emitidas por via rodoviária; o consumo de combustível é quase 8 vezes inferior; e melhora a circulação rodoviária, pois cada barcaça transporta o equivalente a 70 camiões.
Com o propósito de potenciar o transporte fluvial dos rios Tejo ou Douro, o Grupo ETE acabou de lançar à água em junho um inovador rebocador-empurrador, com projeto e construção portuguesa a cargo da Navaltagus, que – pelo baixo calado, comprimento reduzido e elevada potência – permite operações em zonas estreitas, sinuosas e com fundos baixos, e o qual contribui também para aumentar o valor económico destas vias fluviais. Entretanto já tem em fase de projeto a construção de uma segunda embarcação com propulsão a LNG.

Novo cais de Castanheira do Ribatejo vai reforçar intermodalismo
O investimento que o Grupo ETE tem em curso na construção do cais fluvial de Castanheira do Ribatejo, o qual estará a operar no 3ª trimestre de 2017, vai emprestar uma nova dinâmica à sua operação fluvial. De acordo com Luís Nagy, ‘este é também um investimento que vai desenvolver o intermodalismo do Porto de Lisboa, ao garantir a ligação entre os diversos terminais deste porto e aquela zona logística. Desta forma, contribuirá de forma significativa para o descongestionamento rodoviário do perímetro urbano de Lisboa, pois estima-se uma redução na circulação de 250 a 750 camiões/dia.’

Atualmente o GRUPO ETE, de capital Português, integra os 6 principais ramos de atividade da economia do mar – Operação Portuária, Transporte Fluvial, Transporte Marítimo, Agentes de Navegação, Operação Logística e Engenharia e Reparação Naval – e engloba mais de 40 empresas que se complementam entre si. A sua vasta experiência no sector marítimo, portuário e fluvial tornaram-no numa referência na economia do mar a nível nacional e internacional, estando presente em 5 países (Cabo-Verde, Colômbia, Moçambique, Portugal e Uruguai) e 3 continentes.