#inovação#pegadaambiental#economia
O Grupo ETE investe €5 milhões no reforço da operação fluvial
Rebocador construído pela Navaltagus potencia valor económico dos rios Tejo e Douro.

O Grupo ETE batizou dia 29 de Junho, o rebocador-empurrador “Baía do Seixal”, com o qual pretende dar um impulso significativo às operações fluviais, criando valor económico no rio Tejo. A nova embarcação foi construída pela Navaltagus, uma das empresas do Grupo, e é fruto de um projeto inovador e português.
A cerimónia de batismo que contou com o apoio de organização da CATCH, decorreu nos estaleiros da Navaltagus no Seixal e contou com a presença da Ministra do Mar e madrinha da embarcação, Ana Paula Vitorino e do Presidente da Câmara Municipal do Seixal, Eng. Joaquim Santos.
Segundo Miguel Trovão, diretor da Navaltagus “este rebocador-empurrador é o primeiro do género construído em Portugal e é uma embarcação inovadora, pelo baixo calado, comprimento reduzido e elevada potência, o que permite operações em zonas estreitas e sinuosas do rio e com fundos baixos; é o único com uma ponte elevatória e já preparado para ser equipado com propulsão utilizando gás natural (LNG – Gás Natural Liquefeito), respondendo assim ao desafio ambiental.” E acrescenta “ Este momento é também um marco importante para a construção naval no Seixal, já que não se construíam rebocadores no estuário do Tejo pelo menos desde 1990. Espero que este seja o primeiro de muitos, já que foi especialmente desenhado para vencer os constrangimentos colocados à navegação fluvial, quer no rio Tejo, quer no Douro.”
Para Luís Figueiredo, acionista e administrador do Grupo ETE, “o investimento de 2 milhões de euros nesta inovadora embarcação que ficará ao serviço da Empresa de Tráfego e Estiva, permite ao Grupo ETE reforçar a sua posição de maior operador no transporte fluvial de mercadorias em Portugal, com mais de 2 milhões de toneladas movimentadas anualmente, mas também cria condições para a aposta estratégica do país no transporte fluvial de mercadorias.”

Luis Nagy, CEO do Grupo ETE refere “para que o Grupo ETE possa manter as atividades que desenvolve e possa continuar a investir, é imprescindível que o Estado dê às empresas portuguesas que atuam nas áreas da Operação Portuária, do Transporte Fluvial de Mercadorias e do Transporte Marítimo, condições e apoios semelhantes aos existentes nos restantes países comunitários”.

Uma aposta no transporte fluvial que cria valor para o rio Tejo.
As características únicas deste rebocador-empurrador contribuem para aumentar o valor económico do rio Tejo, ao tornarem esta via navegável de Lisboa atéValada do Tejo. Abre-se assim caminho para o emergir de mais portos fluviais no rio, o que contribuirá para o desenvolvimento do Porto de Lisboa ao mesmo tempo que permitirá viabilizar a instalação de atividades económicas suportadas no transporte fluvial de mercadorias em zonas anteriormente de difícil acesso.

O transporte fluvial é o que representa mais ganhos ambientais.
As vantagens da aposta no desenvolvimento do transporte fluvial no rio Tejo – onde já existiram 14 portos fluviais, contra os atuais 4 – situam-se a diversos níveis: potencia o surgimento de microcosmos-económicos nas localidades ribeirinhas onde os mesmos são estabelecidos, ao promover o desenvolvimento do tecido empresarial e a criação de emprego; impulsiona o crescimento da atividade de construção e reparação naval; contribui para a redução da pegada ambiental do transporte de mercadorias – as emissões de CO2 e de NOx por tonelada movimentada por via fluvial poderão representar 10% e 9% das emitidas por via rodoviária, respetivamente, sendo ainda o consumo de combustível quase 8 vezes inferior – e para melhorar a circulação rodoviária, já que cada barcaça transporta uma quantidade equivalente a 70 camiões.

Mais um projeto inovador de cariz português!